
O CEO da US Travel, Roger Dow, em encontro anual com os líderes da indústria de viagem, admitiu que o pior da pandemia de fato já passou, mas que ainda há um logo e árduo caminho pela frente. Embora a viagem doméstica de lazer tenha, em grande parte, se recuperado, muito devido ao processo de vacinação, com mais de 80% dos norte-americanos animados para viajar nos próximos seis meses, as perdas na indústria ainda são grandes.
Dow afirmou que o prejuízo do Turismo dos Estados Unidos chegou a US$ 730 bilhões e que 7% de todos os postos de trabalho ligados ao turismo e a hospedagem (cerca de 1,2 milhão) ainda não foram retomados. Por isso, o CEO da US Travel pediu ao governo Joe Biden o fim do teste obrigatório para a chegada de turistas estrangeiros, já que a viagem internacional é, segundo Dow, “fundamental para a nossa recuperação econômica”.
Ele sabe, no entanto, que os EUA não irão atingir os níveis pré-pandemia pelo menos até 2024, mas, para ajudar a agilizar a recuperação do setor, Dow vem investindo em algumas das prioridades da associação, como tornar mais fácil a entrada nos EUA e angariar fundos para promover o país como um destino turístico, que ele disse ser “fundamental para reconstruir nosso mercado global competitivo e participação de mercado”.
Tempo de espera para o visto é outro problema
Roger Dow sabe que um dos maiores desafios é o tempo de espera excessivo para o processamento de vistos. “Em alguns mercados, o tempo de espera para um visto norte-americano é de mais de um ano. Isso é inaceitável”, disse o CEO da US Travel. No Brasil, a emissão de vistos foi retomada gradualmente em novembro, e o Consulado dos Estados Unidos já deixou bem claro que os turistas “terão que ter paciência” neste processo.
Os Estados Unidos retomaram a normalidade na emissão e no agendamento de vistos para brasileiros em novembro. E logo no primeiro mês de reabertura dos postos consulares, a emissão de vistos cresceu 584%. Apenas nos vistos de turismo, a alta foi de mais de 2000% em comparação a outubro. O período de férias, a reabertura das fronteiras e o acumulado de vistos vencidos explica essa alta.
Fonte: TravelWeekly







