Em sete noites de festa no Pelourinho, o São João da Bahia reuniu mais de 100 atrações nos palcos montados no Terreiro de Jesus, Cruzeiro de São Francisco, praça Tereza Batista e largos do Pelourinho, Pedro Arcanjo e Quincas Berro D’Água. O evento, que começou na última quarta-feira (18), foi realizado pela Secretaria do Turismo e Bahiatursa, que estimaram em 230 mil pessoas o público total da festa no Centro Histórico de Salvador. Dentre os destaques da programação, artistas como Elba Ramalho, Adelmário Coelho, e as bandas Bicho de Pé e Aviões do Forró.

A presença de milhares de pessoas, a cada noite, demonstrou a força da festa no Nordeste, segundo o secretário do Turismo da Bahia, Pedro Galvão. “Os baianos que permaneceram em Salvador tiveram a oportunidade de rever a tradição do São João com grandes espetáculos. Turistas brasileiros e estrangeiros estiveram em grande número, no Pelourinho, tornando a festa ainda mais bonita com a reunião dos povos de diferentes nacionalidades”, afirmou. O secretário destacou, ainda, que a festa é importante fator para o incremento da economia neste período, principalmente porque fortalece tanto o comércio na capital quanto no interior do Estado.

Além de Salvador, outros 250 municípios tiveram apoio do Governo da Bahia para a realização das festas juninas no interior. As cidades contempladas participaram do chamamento público que estabeleceu valores de R$ 20 mil a R$ 100 mil,  como uma forma de valorizar a maior festa popular da Bahia, assinalou o presidente da Bahiatursa, Diogo Medrado. “Secretaria do Turismo e Bahiatursa atuaram em conjunto na valorização da festa e o resultado superou nossa expectativa”.

Ao todo, R$ 20,3 milhões foram investidos para a realização do  São João da Bahia. O valor é resultado de um convênio entre a Bahiatursa e a Petrobras e, somente em Salvador, o valor chega a R$ 7,5 milhões. “Incluímos a festa no roteiro de entretenimento dos turistas que vieram para a Copa e o resultado foi excelente”, acrescentou o subsecretário do Turismo da Bahia, Benedito Braga.

Lia Bianchini