
A erupção do vulcão Hayli Gubbi, na Etiópia, a primeira em cerca de 12 mil anos, provocou uma onda de cancelamentos e desvios de voos em rotas do Oriente Médio, Índia e parte da África nesta terça-feira (25). A nuvem de cinzas, impulsionada por ventos fortes, se espalhou pelo Mar Vermelho e alcançou Iêmen, Omã, Paquistão e norte da Índia, afetando aeroportos movimentados como Délhi e Mumbai.
Segundo autoridades indianas, ao menos sete voos internacionais foram cancelados e mais de dez sofreram atrasos no aeroporto de Délhi. A Air India, desde segunda-feira (24), já havia interrompido 13 operações e ajustado horários por orientação da autoridade de aviação civil, que pediu às companhias para evitar as altitudes atingidas pelas cinzas.
Akasa Air suspendeu voos para Jeddah, Kuwait e Abu Dhabi; a IndiGo desviou o voo Kannur–Abu Dhabi para Ahmedabad; e a KLM cancelou sua ligação Amsterdã–Délhi. Emirates, FlyDubai, Etihad e Ethiopian não cancelaram, mas seguem monitorando o espaço aéreo.
O Hayli Gubbi, localizado na região de Afar, perto da fronteira com a Eritreia, lançou colunas que chegaram a 14 km de altura no domingo (23). Sem registro de atividade no Holoceno, o vulcão estava considerado inativo. “Não possui registro de erupções no Holoceno”, reforçou o vulcanólogo Simon Carn, da Michigan Technological University.
Moradores da área relataram explosões fortes e tremores. “Parecia que uma bomba tinha sido lançada de repente, com fumaça e cinzas”, contou Ahmed Abdela, da região de Afar, onde aldeias foram cobertas por material vulcânico. Autoridades etíopes informaram que não há vítimas.
A nuvem segue em deslocamento em direção à China e deve se dissipar sobre o céu indiano nos próximos dias, segundo o Departamento Meteorológico da Índia. Enquanto isso, aeroportos de Mumbai, Delhi, Jaipur, Gujarat e Rajasthan alertaram para atrasos e cancelamentos. Em Mumbai, a administração recomendou que passageiros chequem os horários dos voos antes de seguir para o aeroporto.
As companhias aéreas afirmam que continuam avaliando o impacto da nuvem e priorizando a segurança operacional.
*Com informações do R7







