
Com o crescimento do tráfego aéreo e a retomada da aviação global, o Brasil se tornou o centro das atenções da Airbus na América Latina. Para a fabricante europeia, o país não é apenas o maior mercado da região, mas também a base estratégica para expansão comercial e de helicópteros, com presença industrial e militar consolidada. “O país concentra nossa principal base industrial fora da Europa e é líder em passageiros, frota e rotas”, afirma Arturo Barreira, presidente da Airbus para a América Latina e o Caribe
A Airbus opera hoje cerca de 200 aeronaves comerciais no Brasil e domina metade do mercado de helicópteros do país, especialmente em São Paulo. A presença da empresa é reforçada por meio da Helibras, subsidiária instalada em Itajubá (MG), que mantém há 40 anos a única linha de montagem de helicópteros com turbina da América Latina. A unidade emprega cerca de 600 profissionais e atua em montagem, manutenção e desenvolvimento de soluções civis e militares.
Além disso, a Airbus mantém um centro de manutenção no Campo de Marte (SP) e simuladores de voo para pilotos de helicópteros e aviões comerciais, consolidando investimentos estruturais que reforçam sua operação no país.
O relatório Global Services Forecast da própria Airbus projeta crescimento médio de 3,6% ao ano no tráfego aéreo latino-americano. A expectativa é que, nos próximos 20 anos, o número médio de viagens por pessoa passe de 0,4 para 1, gerando 2,35 milhões de novos empregos no setor e impulsionando a renovação tecnológica da frota global, que deve superar 49 mil aeronaves até 2044.
Apesar dos gargalos na cadeia de suprimentos, principalmente na disponibilidade de motores, Barreira acredita que a produção será normalizada até o fim de 2025. No setor de defesa, o Brasil opera mais de 150 helicópteros Airbus e aeronaves de transporte C295, além de recentemente adquirir A330 MRTT, reforçando a parceria com a fabricante.
Com mais de 800 helicópteros em operação na América Latina, a Airbus mantém liderança de 60% da frota regional. No Brasil, a empresa detém cerca de metade do mercado e projeta crescer junto com companhias como LATAM e Azul, que renovam suas frotas. “Mesmo após um período desafiador, o potencial da aviação brasileira continua enorme. A Airbus está aqui para crescer junto com o país”, conclui Barreira.







