
Marcelo Freixo não é mais presidente da Embratur. O executivo deixa o comando da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo após 3 anos e 3 meses à frente da instituição, marcados por uma profunda reestruturação interna e pela retomada do protagonismo do Brasil no cenário global.
A saída ocorre em meio à decisão de disputar uma vaga como deputado federal pelo Rio de Janeiro, encerrando um ciclo iniciado no fim de 2022, quando foi indicado para o cargo ainda no início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
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Bruno Reis assume presidência da Embratur; conheça a trajetória inspiradora do executivo
Bruno Reis, até então diretor de Marketing, Sustentabilidade e Inovação assume a presidência da agência em seu lugar a partir de abril. Bruno Villa, chefe de gabinete da gestão Freixo, por sua vez, deve assumir no lugar de Bruno Reis a DMSI.
Um ciclo de reconstrução
Freixo assumiu a Embratur em um dos momentos mais delicados da história recente do turismo. O setor ainda enfrentava os impactos da pandemia de Covid-19, com baixos índices de visitantes internacionais, perda de competitividade e uma imagem fragilizada no exterior.
Sem trajetória prévia no turismo, sua indicação foi recebida com cautela por parte do mercado. No entanto, ao longo da gestão, o dirigente apostou em uma atuação técnica, baseada em dados, e em forte articulação institucional com estados, municípios e o setor privado.
“O Brasil voltou a ser respeitado lá fora”, afirmou Freixo em diferentes momentos ao longo de sua gestão.
Resultados e reposicionamento internacional
Durante sua passagem pela Embratur, o Brasil alcançou resultados inéditos. Em 2025, o país registrou mais de 9 milhões de turistas internacionais e ultrapassou a marca de US$ 8 bilhões em receitas geradas pelo turismo estrangeiro, números que colocaram o Brasil entre os destinos que mais cresceram no mundo naquele ano.
Além dos indicadores, a gestão ficou marcada pela implementação de uma nova estratégia de promoção internacional, com foco na diversidade regional, na sustentabilidade e na inteligência de mercado.
O lançamento do Plano Brasis, primeiro plano estruturado de marketing internacional desde 2004, também é apontado como um dos principais marcos do período.
Gestão técnica e diálogo com o trade
Outro destaque da gestão foi a aproximação com o trade turístico. Freixo adotou uma política de diálogo constante com representantes do setor, além de fortalecer a atuação conjunta com companhias aéreas, operadores e destinos.
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A reformulação da presença do Brasil em feiras internacionais, como a Fitur, BTL Lisboa e a ITB Berlim, também integrou esse movimento, priorizando estratégia, integração e resultados comerciais.
“A Embratur é meio. Quem ganha é o destino, é o hotel, é o restaurante”, destacou o agora ex-presidente.
Legado e próximos passos de Freixo
Freixo deixa o cargo com reconhecimento de parte significativa do setor turístico, especialmente pela capacidade de reconstruir a imagem do Brasil no exterior e estruturar uma política de promoção mais consistente.
Internamente, sua gestão também é associada à formação de uma equipe técnica qualificada e à modernização dos processos da agência.
Apesar da saída, o legado deve seguir influenciando as estratégias da Embratur nos próximos anos, especialmente no que diz respeito ao uso de dados, à segmentação de mercados e à integração com diferentes atores do turismo nacional.
Despedida com sensação de missão cumprida
Em suas últimas declarações como presidente da Embratur, Freixo afirmou deixar o cargo com a sensação de dever cumprido.
“O Brasil hoje está na prateleira do mundo como nunca esteve.”
A frase resume o principal objetivo de sua gestão: recolocar o país no radar global, não apenas como destino, mas como potência turística.
Agora, fora da Embratur, Marcelo Freixo encerra um capítulo de sua trajetória pública e abre outro, novamente no campo político. Para o turismo brasileiro, fica um ciclo que transformou desafios em resultados e reposicionou o Brasil no mapa do mundo.







