
SÃO PAULO – A ExpoSKI chega à sua 7ª edição com crescimento tanto no número de fornecedores quanto na participação de agentes e operadores de diferentes regiões do Brasil. Realizado nos dias 8 e 9 de setembro, no Clube Athletico Paulistano, em São Paulo, o evento reúne destinos, resorts, hotéis e outros fornecedores de turismo de neve em uma programação de rodadas de negócios e capacitação.
Segundo Adriana Boischio, fundadora e CEO da ExpoSKI, a edição deste ano é a melhor já realizada pelo evento, especialmente pelo aumento da participação de profissionais de fora de São Paulo. A organização também vem trabalhando para ampliar a presença de fornecedores e compradores de outros mercados da América Latina.
“É a melhor de todas, sem dúvida, tanto em número de fornecedores quanto em número de visitantes. Enfatizo a visitação de agências e operadoras de fora, porque isso é muito importante para a gente. O mercado não é só São Paulo, é o Brasil inteiro”, afirma.
A estratégia de expansão ganhou força nos últimos dois anos, com investimentos da organização na divulgação do evento em outros países. A proposta é fazer de São Paulo um ponto de encontro para o mercado de neve da região, aproximando fornecedores internacionais de agências e operadoras da Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Panamá, entre outros mercados.
“Queremos fazer de São Paulo o hub do esqui, fazer da ExpoSKI o hub de esqui na América do Sul”, explica Adriana. Segundo ela, a iniciativa considera que muitos destinos e resorts não conseguem manter uma presença comercial constante em diferentes países latino-americanos, enquanto São Paulo oferece uma estrutura para concentrar esses profissionais.
A Argentina, inclusive, já conta com a participação de um buyer nesta edição. A expectativa é ampliar gradualmente esse movimento nas próximas edições, sem perder o foco no mercado brasileiro.
Mais fornecedores e destinos
Do lado da oferta, a ExpoSKI também registra aumento na participação de destinos do Hemisfério Norte e Sul. Nesta edição, países como Áustria, Itália, França, Suíça, Estados Unidos, Andorra, Chile e Argentina estão representados. Adriana destaca especialmente o crescimento da participação da Áustria e da Itália, além da entrada da Suíça no evento, com duas montanhas representadas.
Para a organização, a ampliação da oferta é importante justamente porque o público brasileiro busca novas opções além dos destinos de neve já tradicionais no mercado. “As agências querem novidade. Elas precisam ter um portfólio, um catálogo sabendo quem é quem. Tem muita estação para trabalhar e elas querem estações novas, hotéis novos, destinos novos”, afirma.

Capacitação como espinha dorsal do evento
A capacitação é outro pilar da ExpoSKI. Além das reuniões individuais entre fornecedores e compradores, a programação conta com workshops e apresentações voltados a profissionais que já trabalham com o produto e também àqueles que estão começando. A ideia, segundo Adriana, é reduzir a barreira de entrada para quem ainda não conhece bem os destinos, as montanhas e a dinâmica de uma viagem de inverno.
Entre os conteúdos da edição deste ano estão apresentações sobre destinos específicos e também sobre a geografia das montanhas. Uma das atividades, por exemplo, aborda os Alpes franceses e a localização dos diferentes picos e vales da região.
“Não é só receber as agências. A ExpoSKI ensina também. É cultura, é educação dos esportes de inverno, dos destinos de inverno, mostrar que não é um produto inacessível para o brasileiro”, explica.
Para a organização, esse trabalho de capacitação também ajuda a ampliar o mercado ao colocar mais agentes em contato com fornecedores que ainda são pouco conhecidos no Brasil.
Próxima edição já tem data
Mesmo com a edição de 2026 ainda em andamento, a organização já definiu a data da próxima ExpoSKI. A 8ª edição será realizada nos dias 13 e 14 de setembro de 2027, novamente em São Paulo.
A intenção é manter o formato atual, considerado pela organização como bem-sucedido, e concentrar os esforços na ampliação do número de fornecedores e participantes.
“Por enquanto, a fórmula é a mesma: trabalhar para trazer mais fornecedores e mais participantes. Isso não para nunca de crescer, porque sempre tem mais gente querendo começar a vender”, conclui Adriana.







