
Voos comerciais de diferentes companhias aéreas receberam ameaças de bomba nesta quinta-feira (5), provocando desvios de rota, pousos em aeroportos alternativos e inspeções de segurança em vários países europeus. Ao menos 15 aeronaves foram atingidas pelos alertas ao longo do dia, segundo levantamento do jornal britânico The Guardian. Nenhum explosivo foi encontrado nos aviões inspecionados.
Os episódios ampliam uma sequência de ameaças registrada desde terça-feira (3), quando pelo menos sete voos também foram alvo de alertas. As ocorrências mobilizaram autoridades aeroportuárias, forças policiais e unidades militares em países como França, Itália, Bulgária, Bélgica, Áustria e República Tcheca.
Entre as companhias envolvidas estão Aer Lingus, Finnair, Ryanair, Wizz Air, LOT Polish Airlines e Aegean Airlines. As situações tiveram diferentes desdobramentos: algumas aeronaves foram desviadas, outras pousaram normalmente e passaram por inspeções, enquanto determinados aeroportos interromperam temporariamente suas operações.
Voos são desviados e passam por inspeções
Um dos casos de maior repercussão nesta quinta envolveu um Airbus A320 da Aer Lingus que fazia a rota entre Dublin, na Irlanda, e Roma, na Itália. Após uma ameaça, a aeronave declarou emergência e foi desviada para a base aérea de Évreux, na França. Os 151 passageiros e seis tripulantes foram retirados em segurança, e equipes especializadas iniciaram a verificação do avião.
Um voo da Finnair que seguia de Helsinque para Roma também recebeu uma ameaça e foi escoltado por caças da Força Aérea Italiana. A aeronave pousou na capital italiana, onde passou por inspeção. Outro voo que partiu de Helsinque, operado pela Jettime, recebeu alerta durante o trajeto para Viena e pousou normalmente na Áustria.
Na Bulgária, três voos da Ryanair foram atingidos por ameaças. As aeronaves vinham de Madri, Copenhague e Londres. As duas primeiras seguiram para Sófia, enquanto a terceira foi desviada para Plovdiv. As inspeções não identificaram objetos suspeitos.Também houve alertas envolvendo aeronaves da Wizz Air. Um voo que partiu de Milão com destino a Varsóvia foi desviado para Viena, enquanto outro, que seguia para Bucareste, pousou normalmente na capital romena e passou por procedimentos de segurança.
Na Bélgica, um avião da LOT Polish Airlines que fazia a rota entre Varsóvia e Bruxelas pousou em segurança no aeroporto de Zaventem e foi inspecionado. Na República Tcheca, quatro voos com destino a Praga foram submetidos a verificações, sem identificação de explosivos ou dispositivos suspeitos.
Os alertas também alcançaram voos que chegavam ao aeroporto de Malpensa, em Milão. Uma aeronave da Aegean Airlines, procedente de Tessalônica, na Grécia, e outra da Ryanair, que havia partido do Porto, em Portugal, pousaram em segurança e passaram por inspeções.
Ameaças também atingiram voos no início da semanaA sequência começou na segunda-feira (2), quando um voo da Wizz Air que seguia de Londres para Sófia foi desviado para Budapeste, na Hungria. A aeronave foi escoltada por um caça húngaro e inspecionada após o pouso.Na terça-feira (3), outro alerta atingiu um voo da LOT que fazia a rota entre Londres e Varsóvia. A aeronave pousou no aeroporto de Modlin, na Polônia, e as operações foram temporariamente interrompidas. Um voo da SAS, que partiu de Copenhague, também passou por inspeção após receber uma ameaça.
Outros voos da Ryanair e da Wizz Air foram submetidos a procedimentos de segurança naquele período. As verificações realizadas nos episódios anteriores não encontraram explosivos.
Autoridades investigam origem dos alertas
Até o momento, nenhum grupo ou pessoa assumiu a responsabilidade pelas ameaças, e as autoridades não confirmaram uma ligação entre todos os episódios. Algumas mensagens foram enviadas às companhias aéreas por e-mail, mas a origem e a natureza dos alertas ainda estão sob investigação.
A repetição das ocorrências aumentou a preocupação com possíveis ações coordenadas para provocar interrupções no transporte aéreo europeu. Especialistas ouvidos pela imprensa internacional consideram incomum a quantidade de ameaças em um intervalo tão curto, mas não há confirmação oficial de que os casos façam parte de uma mesma operação.
Os episódios também ocorrem em meio à atenção das autoridades europeias para possíveis ações de sabotagem e ameaças híbridas. Apesar desse contexto, não há evidências divulgadas que permitam atribuir os alertas desta semana a um país ou organização específica.
Mesmo sem explosivos identificados, as ameaças provocaram alterações na programação de companhias aéreas, mobilização de equipes de segurança e mudanças temporárias nas operações de aeroportos. As investigações continuam, enquanto as autoridades mantêm os protocolos de verificação para os voos afetados.







