
A Azul Linhas Aéreas confirmou que não retomará os voos para Barreirinhas (MA), cidade considerada porta de entrada para os Lençóis Maranhenses. A suspensão já estava em vigor desde março e agora foi transformada em encerramento definitivo.
A decisão faz parte de uma reestruturação mais ampla da malha aérea. Apenas em 2025, a companhia já desativou 14 rotas, dentro do processo de recuperação judicial em andamento nos Estados Unidos, pelo Capítulo 11 da Lei de Falências. Segundo apresentação recente a investidores, até 53 rotas “não lucrativas” devem ser eliminadas.
Entre os principais fatores apontados pela Azul estão a baixa rentabilidade de alguns trechos, a alta do dólar, a crise de suprimentos no setor aéreo e a falta de aeronaves disponíveis. A empresa tem priorizado a concentração de voos em seus hubs principais, com destaque para o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
No início do ano, a Azul já havia comunicado cortes em 12 cidades brasileiras, assegurando que os passageiros seriam avisados com antecedência e teriam suporte conforme a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na mesma ocasião, foram anunciados ajustes em destinos estratégicos: Fernando de Noronha passou a ser atendido apenas via Recife (PE), Juazeiro do Norte (CE) foi redirecionado para Campinas, e Caruaru (PE) passou a operar com aviões menores, de nove lugares.
A companhia reforça que revisa constantemente sua malha e que ajustes fazem parte de seu “planejamento normal”, mesmo em meio ao cenário de crise.







