Crie um atalho do M&E no seu aparelho!
Toque e selecione Adicionar à tela de início.

Aviação

Entenda o que está em jogo na recuperação judicial da Avianca Brasil

Após aprovação do novo plano de recuperação judicial, Avianca vive expectativa por leilão de ativos e possível reintegração de posse das aeronaves

Após aprovação do novo plano de recuperação judicial, Avianca vive expectativa por leilão de ativos e possível reintegração de posse das aeronaves

A aprovação do novo plano de recuperação judicial da Avianca Brasil, em Assembleia Geral de Credores realizada última sexta-feira (5), foi apenas mais um capítulo de uma história marcada por indefinições relacionadas à posse das aeronaves e também à briga pelos ativos da companhia. O modelo aprovado prevê o fatiamento da companhia em sete partes, chamadas Unidas Produtivas Individuais (UPIs), que agora irão à leilão.

Deste total, seis são compostas por aeronaves e horários de pousos e decolagens (slots), e uma sétima com o programa de fidelidade Amigo. O plano foi desenhado pela gestora americana Elliot, detentora de 74% (aproximadamente R$ 2 bi) da dívida da Avianca Brasil, estimada em R$ 2,7 bilhões. O documento ainda depende da aprovação da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de SP, responsável pelo processo.

Com a realização da Assembleia, a Avianca perdeu a proteção judicial, que impedia as arrendadoras de recuperarem as aeronaves. Uma decisão de fevereiro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) garantia a manutenção da frota somente até reunião. Com isso, não está descartada a hipótese de que a empresa tenha que devolver aeronaves nos próximos dias. As arrendadoras lutam pela reintegração de posse de pelo menos 19 equipamentos dos 38 que atualmente a Avianca opera.

De acordo com o plano de recuperação judicial, a empresa planeja manter operações após a conclusão do processo. No documento está prevista uma atividade remanescente de 16 autorizações de voo, que a princípio seriam nos aeroportos de Guarulhos, Salvador, Recife e Fortaleza. No entanto este plano não está garantido devido à falta de credibilidade junto a credores e arrendadoras de aeronaves para garantir saúde financeira e operacional da companhia.

 

O LEILÃO

Ainda sem data prevista para ocorrer, o leilão das UPIs deve ser dividido em três blocos. Duas das UPIs (UPI A e UPI B) serão leiloadas por um valor mínimo de US$ 70 milhões (R$ 270 milhões) cada uma. Também será leiloado um grupo de três UPIs por no mínimo US$ 70 milhões. A estimativa da Elliot é arrecadar ao menos US$ 230 milhões (R$ 890 milhões).

Caso alguma das UPIs não seja arrematada, será necessária uma nova Assembleia Geral de Credores para definir a venda do restante. O valor arrecadado será usado primeiramente para a quitação de dividas trabalhistas até um limite de R$ 650 mil por credor trabalhista e de R$ 7 milhões no total. Na sequência o valor restante será dividido de maneira proporcional entre os credores.

AZUL X GOL e LATAM