
O Brasil voltou a marcar presença no mapa das ruas mais caras das Américas com quatro endereços entre os 30 primeiros colocados do relatório Main Streets Across the World, da Cushman & Wakefield. A Oscar Freire, em São Paulo, segue como a líder nacional e o único endereço brasileiro a aparecer também no ranking global. Faria Lima, Visconde de Pirajá e Garcia D’Ávila completam a lista, todas impulsionadas por aumentos expressivos no valor do aluguel por metro quadrado.
Segundo o estudo, a Oscar Freire registrou aluguel médio de 1.128 euros por metro quadrado, cerca de R$ 7 mil, e ficou na 22ª colocação entre as ruas mais caras das Américas. No ranking mundial, aparece em 34º lugar após uma alta de 65% em relação ao último ano. O relatório reforça a permanência da via como vitrine de luxo paulistana, cenário onde moda, prestígio e fluxo constante de visitantes se combinam para manter o metro quadrado em patamar elevado.
Na sequência brasileira aparece a Avenida Faria Lima, na 25ª posição continental, com aluguel de 920 euros por metro quadrado. O endereço registrou o segundo maior salto de preço entre todas as Américas, um avanço de 43% em apenas um ano. “A presença da Faria Lima no ranking chama atenção porque ela não tem a vocação comercial típica observada no estudo, mas sim um eixo de lajes corporativas de altíssimo padrão”, aponta Dennys Andrade, head de pesquisa da Cushman & Wakefield. Segundo ele, os poucos pontos disponíveis seguem a mesma curva de valorização acelerada que domina o bairro.
No Rio de Janeiro, a Rua Visconde de Pirajá ocupa a 28ª posição com aluguel de 821 euros por metro quadrado, refletindo alta anual de 30%. Logo em seguida, a Garcia D’Ávila aparece no 29º lugar, com 784 euros por metro quadrado, um avanço de 20%. Para Andrade, esse desempenho confirma a força do varejo de rua em Ipanema: “É um fluxo estável, prestigiado e muito associado ao estilo de vida do bairro. Isso sustenta a busca de marcas por endereços de alto valor.”
No topo da lista das Américas segue a Upper 5th Avenue, em Nova York, com 18.359 euros por metro quadrado e a terceira posição no ranking global. No mundo, a liderança permanece com a New Bond Street, em Londres, que ultrapassou os 20 mil euros por metro quadrado após avanço anual de 22%.
A Cushman & Wakefield avaliou 141 ruas em diferentes continentes e identificou crescimento médio de 7,9% nas Américas, o melhor desempenho global. A participação brasileira no ranking confirma a consolidação dos principais corredores de consumo do país, cada um à sua maneira: luxo consolidado, centros corporativos de altíssima renda e o varejo de rua que ainda dita tendências em bairros tradicionais.
*Com informações de Casa Vogue







