
O governo de Donald Trump voltou a endurecer o discurso diante da crise aérea causada pela paralisação orçamentária mais longa da história dos Estados Unidos. O secretário de Transporte, Sean Duffy, afirmou nesta terça-feira (11) que o governo “está considerando medidas” contra controladores de voo que não estão comparecendo ao trabalho, mesmo sem receber salários há mais de 40 dias.
“Preocupa-me sua dedicação. Preocupa-me seu patriotismo”, disse Duffy em tom crítico, durante uma coletiva de imprensa em Washington. Ele declarou que o governo pretende cortar salários dos profissionais ausentes e, ao mesmo tempo, oferecer bônus de US$ 10 mil àqueles que continuam trabalhando normalmente, apesar da falta de pagamento.
A crise já força redução de 10% no tráfego aéreo nos 40 principais aeroportos do país, o que provocou 1.200 voos cancelados e 3.200 atrasos apenas nesta terça-feira, segundo dados do próprio governo. Muitos controladores justificam as faltas com motivos médicos e psicológicos, relatando exaustão e estresse diante da incerteza.
Mesmo assim, Duffy afirmou que as torres de controle estão funcionando “melhor do que o esperado”, e atribuiu a melhora à expectativa de aprovação do novo pacote orçamentário no Congresso. Após 42 dias de impasse, o Senado aprovou nesta semana uma extensão temporária do orçamento, que ainda precisa passar pela Câmara dos Representantes e ser sancionada pelo presidente.
Com o feriado de Ação de Graças se aproximando, cresce a preocupação entre os americanos sobre viagens aéreas complicadas e atrasos em série — um cenário que pressiona ainda mais a Casa Branca a buscar uma solução rápida.







