Argentina acelera digitalização dos aeroportos e inicia nova fase no check-in
Aeroporto Internacional de Ezeiza (EZE), em Buenos Aires (Divulgação)

A Aeropuertos Argentina e a SITA firmaram um acordo que promete redesenhar a experiência do passageiro nos principais terminais do país. A parceria, anunciada em novembro, envolve a modernização completa do processo de check-in em aeroportos que concentram 70% do tráfego aéreo nacional, incluindo aeródromos de Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Bariloche.

A iniciativa mira uma transformação real — não apenas de equipamentos, mas de comportamento. A aposta inclui quiosques de autoatendimento, balcões flexíveis, sistemas de despacho automático de bagagem e portas de segurança mais inteligentes, dentro do conceito “curb-to-gate”, que propõe fluidez do meio-fio ao portão de embarque. Para isso, a SITA traz o seu “core service cutover”, modelo que integra do balcão às tecnologias sem interação humana.

Um dos pontos centrais é elevar o uso das soluções de autoatendimento, que hoje ainda é baixo. Layout otimizado, profissionais treinados e estímulos para passageiros e companhias aéreas fazem parte do plano para consolidar a mudança. “Queremos que a tecnologia saia do papel de coadjuvante e se torne aliada operacional”, afirmou George Miley, vice-presidente da SITA para as Américas, reforçando que a meta é reduzir filas e permitir mais voos sem ampliar infraestrutura.

Os dados confirmam a urgência. Segundo o Travelers’ Voice – SITA Passenger IT Insights 2025, dois em cada três passageiros da região colocam a redução do tempo no aeroporto como prioridade absoluta — um cenário que pressiona a adoção de processos mais simples e conectados.

O contrato firmado tem escopo amplo e inclui ações de gestão de mudança para garantir que tanto passageiros quanto companhias aéreas incorporem as novas rotinas. Para Daniel Ketchibachian, CEO da Aeropuertos Argentina, a parceria estabelecida “vai permitir uma experiência mais fluida, moderna e centrada no usuário”, combinando tecnologia, suporte e incentivos.

Além da experiência do viajante, o pacote tecnológico também impacta diretamente a eficiência operacional: menos filas, mais flexibilidade para as companhias aéreas e redução de custos na gestão de balcões. Aos poucos, os terminais argentinos se articulam para se tornar referência regional em aeroportos mais conectados e preparados para o crescimento da demanda.

Com a expansão das ferramentas e a possibilidade de incorporar pagamentos e novas funções futuramente, a Aeropuertos Argentina e a SITA abrem caminho para um modelo de inovação que pode se espalhar para os demais terminais do país. Um passo estratégico num momento em que fluidez virou palavra-chave no turismo global.