Passagens aéreas caem quase 9% e ajudam a segurar o IPCA-15 em janeiro
Apenas 51 mil passagens foram reservadas desde o lançamento (Banco de imagens/Freepik)

A queda expressiva das passagens aéreas foi um dos principais fatores a conter a prévia da inflação em janeiro. O IPCA-15 avançou 0,20% no mês, segundo o IBGE, com recuo de 8,92% nos preços das tarifas aéreas, movimento que puxou o grupo Transportes para uma queda de 0,13%.

Além das passagens, o transporte urbano também contribuiu para o resultado, com redução de 2,79% no preço do ônibus urbano. O alívio no grupo, no entanto, foi parcialmente compensado pela alta dos combustíveis, que subiram 1,25%, com destaque para o etanol, que avançou 3,59%, e a gasolina, com aumento de 1,01%.

Do outro lado do índice, o grupo Alimentação e bebidas voltou a pressionar a inflação. Após avanço de 0,13% em dezembro, o grupo acelerou para 0,31% em janeiro, movimento liderado pela alimentação no domicílio, que subiu 0,21% e interrompeu uma sequência de sete meses de queda.

Entre os principais aumentos estão itens básicos do dia a dia, como tomate, que disparou 16,28%, batata-inglesa, com alta de 12,74%, frutas, que subiram 1,65%, e carnes, com avanço de 1,32%. Em sentido contrário, leite longa vida, arroz e café moído registraram queda no período.

A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara, com alta de 0,56%, puxada principalmente pelo aumento dos preços de lanches e refeições, reforçando a pressão sobre o orçamento das famílias no início do ano.

No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 soma alta de 4,50%, dentro do intervalo da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.